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faíscas da mente

sobre tudo aquilo que surgir

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sobre tudo aquilo que surgir

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Voltei. Não sei por quanto tempo mas voltei. Voltei para o blog. Tenho de confessar que é muito estranho estar a escrever isto, mas ao mesmo tempo é empolgante - e isto por várias razões: não venho aqui desde fevereiro de 2021; já não tenho a mínima noção de quantas pessoas por aqui andam e se ainda há quem, efetivamente, leia blogs; não tenho bem a certeza do que aqui vou partilhar, mas também não me sinto forçada a nada, pois é apenas um espaço de conforto; esqueci-me, durante bastante tempo, do quão bom é escrever e quão reconfortantes as palavras podem ser; entre muitas outras coisas.

Os últimos tempos foram sem dúvida uma montanha-russa: acabar uma Licenciatura, ter saído de Portugal, ter voltado para Portugal, entre crises de ansiedade e, mais uma vez, crises de identidade e o que ando aqui a fazer, e quais os próximos passos. Há tanta, mas tanta coisa que quero partilhar, mas que quero também compreender. Aprendi que também preciso de me dar tempo e espaço; conheci novas teorias e formas de nos vermos a nós próprios e ao mundo, que quero partilhar, e que sinto que mais pessoas devem conhecer, mas sei também que tenho de ir com calma. Que tenho de fazer uma coisa de cada vez e não dar um passo maior que a perna.

Também tentei voltar a ter um podcast e gravar uns vídeos para colocar no youtube. Não sei se é só preguiça de não dar continuidade, ou se percebi que se calhar essas plataformas afinal não são bem para mim (e está tudo bem com isso). Sinto que está tudo tão rápido, tão instântaneo, que voltar aqui é quase uma pequena brisa de ar renovada. Mas lá está, mais uma vez, as indecisões desta cabeça. Ainda há muito caminho por trilhar e muita coisa por perceber.

Entretanto podem ir dando uma olhadela pelos posts que tinha colocado anteriormente.

Por hoje ficamos por aqui :)

Obrigada a quem estiver desse lado.

 

Estórias // Stories

🇵🇹

É olhar para todas essas histórias e perceber que cada uma delas tem um bocadinho de nós lá dentro. E também, não é esse, de certa forma, o objetivo? Identificarmo-nos com elas ou distanciarmo-nos delas?

Porque até aquelas que têm mais de fantástico, têm o seu Q de realidade, de proximidade às nossas vidas. E acho que é por essa razão que sempre me fascinou estar rodeada de estórias, contá-las, e "vivê-las" de algum modo, através de personagens, estivessem elas em livros, filmes ou séries.

E, ao mesmo tempo que se aproximam da realidade e nos dão lições de moral, também nos fazem abstrair daquilo que conhecemos, sonhar um pouco mais alto e perceber até que há mil e uma vidas por aí: umas mais difíceis, outras mais fáceis, e ainda aquelas que nos elucidam para o facto de determos o poder da mudança, muitas das vezes, nas nossas mãos.

No fundo, é tudo sobre relações entre um e o outro ser, seja ele humano ou não. Tem tudo a ver com a forma como agimos para com os outros, e até connosco.

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🇺🇸

It is looking at all those stories and realizing that each of them has a little bit of us inside. Also, isn't that, in a way, the goal? For us to identify with them or distance ourselves from them?

Because even those who are more "fantastic", have their Q of reality, of proximity to our lives. And I think that's why I have always been fascinated by being surrounded by stories, telling them, and "living them" in some way, through characters, whether they were in books, films or series.

And, at the same time that they get closer to reality and give us moral lessons, they also make us abstract from what we know, dream a little higher and also realize that there are a thousand and one lives out there: some more difficult, others easier, and still those that enlighten us to the fact that we hold the power of change, most of the times in our hands.

Basically, it is all about relationships between one and the other being, whether human or not. It has everything to do with the way we act towards others, and even towards ourselves.

 

Ligações // Connections

🇵🇹

Olha e pára, pára e pensa. E tem vezes em que o pensamento se torna demasiado profundo. De uma tal profundidade que se calhar não devia deixar que existisse. Mas ela acha que é difícil evitar isso a maioria das vezes.

Ela não sabe se será só da sua cabeça, ou se efetivamente não se conecta a muitos à sua volta. Gosta e ama certas pessoas, e há momentos fantásticos, mas depois há os outros. Aqueles em que parece que não há encaixe, em que parece que é difícil pertencer aqui e fazer-se entender.

Mas ela quer acreditar que se rodeia dos que lhe querem bem e que daí consegue retirar as energias de que precisa.

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🇺🇸

Look and stop. Stop and think. And there are times when the thought becomes too deep. Such a depth that perhaps it should not be allowed to exist. But she finds it difficult to avoid this most of the time.

She doesn't know if it is just in her head or if she doesn't really connect with many arround her. She likes and loves certain people, and there are fantastic moments, but then, there are others. In which it seems there is no fit, in which it seems that it is hard to belong here and make herself understood.

But she wants to believe that she surrounds herself with those who love her and that she can get the energy she needs from there.

 

As pessoas perdem-se e encontram-se // People get lost and find each other

🇵🇹

O mundo anda, anda e anda. E no meio de tanta azáfama, as pessoas perdem-se e encontram-se.

E às vezes ele pergunta-se se será mesmo verdade que nos perdemos de quem nos devemos perder, e encontramos quem devemos encontrar. Se isso é algo natural, ou se somos nós que preferimos entendê-lo assim, como forma de fugirmos da realidade e da nossa própria responsabilidade.

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🇺🇸

The world turns, turns and turns. And in the middle of so much hustle and bustle, people get lost and find each other.

And sometimes he wonders if it is really true that we lose ourselves from whom we should be lost and we find whom we should find; if that is something natural, or if it's just a way we find to understand it, just to escape reality and our own responsabilities.

O meu amor pela fotografia // My love for photography

🇵🇹

Aos 16 anos a fotografia tomou conta de mim. Assim, sem aviso nem porquê. E até hoje não consigo explicar o que aconteceu, nem de onde veio essa paixão.

Só sei que, de repente, dei por mim a querer saber mais mas, para além disso, também fiquei apaixonada pelo próprio material fotográfico. As câmeras passaram a ser a minha loucura.

E o que é que eu queria? Imediatamente comprar uma. Se o fiz? Não. Conhecia-me demasiado bem e pensei: "espera mais algum tempo, vai-te informando, vai vendo coisas e se depois perceberes, realmente, que isto é para valer, então aí compras a máquina." E assim foi. Nos dois anos seguintes vi vídeos e mais vídeos, informei-me até à exaustão (pelo meio lá ia fazendo umas fotografias com uma compacta que alguém gentilmente me cedia), mas ao fim desse tempo, e visto que tinha juntado algum dinheiro, percebi que aquilo era a sério, que, apesar de saber que não é o material que faz o fotógrafo, precisava de algo semi-profissional, e que me levasse, ao mesmo tempo, a explorar outras coisas e a desenvolver outras capacidades que um telemóvel ou uma compacta não me permitiam desenvolver.

Ainda antes do natal desse ano lá fui à loja e comprei a minha Canon 700D, a minha companheira de todas as horas.

Agora é incrível olhar para trás e ver aquilo que já aprendi ao longo destes anos, mas que ainda tenho a aprender tanto mais. Nunca pára. Há sempre alguma coisa nova.

Mas o amor tornou-se de tal forma grande que, a uma certa altura, e até bem recentemente digamos, se tornou numa obsessão. Numa obsessão porque acreditava mesmo que podia viver da fotografia, porque fui tentando várias abordagens e nada resultou. Se tentei tudo? Talvez sim, talvez não. Se tive as atitudes que devia ter de quem realmente quer viver disso? Se calhar não. Mas se calhar também não era, nem é para mim.

E depois seguiu-se o momento em que precisei de parar. Tive de parar de fotografar, de pegar na câmera, porque já não o fazia por gosto. Já não sentia o êxtase como de ínicio. E foi a primeira vez em tanto tempo que deixava a minha "parceira" de lado.

Ao fim de algum tempo, voltei para ela, e ela para mim. Voltei a querer captar todos os momentos diante de mim, todos os momentos que queria guardar para sempre, ali, naquela fração de segundo. Porque nunca nada será igual àquilo, é um momento único e que não se repete. E voltei a fotografar porque simplesmente me fazia feliz. Porque me faz feliz.

Eu não sei se algum dia me tornarei "fotógrafa profissional", acho que já nem se quer penso nisso. O que eu sei, e que aprendi, é que, às vezes, por mais difícil que seja, é preciso aceitarmos que certas coisas, de determinada forma, podem não ser para nós. E agora vocês podem dizer: "Mas isso não existe. Quando a pessoa quer mesmo, faz os possíveis e os impossíveis para ter essa realização". Também pode ser verdade. Mas a verdade é, igualmente, que a vida não é linear, o que é de uma forma para uns não é para outros.

O que eu sei, efetivamente, é que a fotografia entrou de rompante na minha vida e nunca mais vai sair, mesmo que seja como um simples hobby. Porque eu não quero que saía, não deixo. Porque está gravada em mim até ao fim.

 

 

Mais uma vez, obrigada a quem tirou um pouco do seu tempo para me ouvir.

 

Até já :)

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🇺🇸

When I was 16 years old, photography took over me. Just like that, without warning or why. And until today, I cannot explain what happened, or where that passion came from.
 
I just know that, all of the sudden, I found myself wanting to know more about it, but it was not just that. I also fell in love with the photographic material itself. The cameras became my craziness.
 
And what did I want? Immediately buy one. Did I do it? No. I knew me to well and I thought: “wait a little bit longer, inform yourself, check things and if then you realize that this is for real, then you buy the camera”. And so it was. Over the next two years I watched videos and more videos till I got exhausted (in the middle I was doing some pictures with a compact that someone kindly gave me), but at the end of that time, seeing that I had saved some money, I realized that that was serious, and despite knowing that it is not the material that makes the photographer, I needed something semi-professional that would lead me, at the same time, to explore other things and to develop other capacities that a cellphone or a compact wouldn’t allow me to.
 
So, even before Christmas that year, I went to the store and bought my Canon 700D, my all-time partner.
 
Now it is incredible to look back and see what I have learned over the years, but I still have so much more to learn. It never stops. There is always something new.
 
But love has become so great that, at a certain point, and until very recently, let’s say, it became an obsession. In an obsession because I really believed I could live from photography, because I tried different approaches and nothing worked. If I tried everything? Maybe yes, maybe not. If I had the attitudes that I should have had like someone who really want to live from it? Maybe not. But maybe it wasn’t, nor is for me.
 
And then there was the moment when I needed to stop. I had to stop photographing, to pick up the camera, because I no longer did it for pleasure. I no longer felt enthusiasm like in the beginning. And it was the first time in such a long time that I was leaving my “partner” aside.
 
After a while, I returned to her, and she to me. I wanted to capture all the moments I had in front of me, all of the moments I wanted to keep forever, there, in that fraction of a second. Because nothing will ever be the same as that, it’s a unique moment that does not repeat itself. And then I started shooting again, because it just made me happy. Because it makes me happy.
 
I don’t know if I’ll ever become a “professional photographer”, I don’t think I even think about it anymore. What I know, and what I learned, is that sometimes, although it may be difficult, we have to accept that certain things, in a certain way, may not be for us. And now you can say: “but that does not exist. When a person really wants something, does the possible and the impossible to achieve that”. It can also be true. But the truth is, equally, that life is not linear, what is in a way for some, it is not for others.
 
What I do know is that photography has burst into my life and will never leave, even if it is just as a hobby. Because I don’t want it to leave, I won’t let that happen. Because it is engraved on me until the end.
Once again, thank you for taking the time to hear me.

Quero o mundo // I want the world

🇵🇹

Eu quero o mundo.

Quero as plantas e os animais. Quero a brisa, o sol, a chuva.

Quero ser pé descalço em todas as terras que puder.

Quero conhecer, ver, cheirar, abraçar. Quero deixar um bocadinho de mim em todo o lado, e trazer um bocadinho de todo o lado em mim.

Quero perder-me por aí, e quero encontrar-me.

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🇺🇸

I want the world.
 
I want the plants and the animals. I want the breeze, the sun, the rain. I want to be barefoot in every land I can.
 
I want to know, to see, to smell, to hug. I want to leave a little piece of me everywhere, and bring a little piece of everywhere in me.
 
I want to lose myself out there, and I wanna find me.

Essa Pessoa // That Person

🇵🇹

Muitas vezes eles não percebem. Muitas vezes eles perguntam-me o porquê de eu ser assim. Acham estranho. Nunca soube exatamente que resposta lhes dar.

Acho que sou assim porque não quero tornar-me na pessoa que um dia olha à volta e percebe que se acomodou.

Não quero tornar-me na pessoa que se contenta com aquilo que tem quando já não é o suficiente. Não quero ser a pessoa que ao fim de um tempo mantém uma relação na qual já não se sente feliz porque tem medo de arriscar. 

Não quero tornar-me na pessoa que continua a fazer algo só porque sim, mesmo que isso já não faça sentido.

Quero ser a pessoa que, mesmo que hoje não tenha a certeza absoluta do que quer fazer amanhã, um dia olha para trás e percebe que, apesar de tudo, fez o caminho da forma que a fez mais feliz.

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🇺🇸

A lot of times they don’t understand. A lot of times they ask me why am I like this. They find it weird.
I never knew which answer I should give.
I guess I am the way I am because I don’t want to become the person who, one day, looks around and realize that settled down (and not in a good way). I don’t want to become the person who just accepts what she has, even if that it isn’t enough. I don’t want to be the person who keeps a relationship where I don’t feel happy anymore just because I’m scare to take risks.
I don’t want to become the person who keeps doing something just because — even if doesn’t make sense anymore.
I want to be the person that, even if today is not really sure about what wants to do tomorrow, one day looks back and realize that, despite everything, did the path in the way that made her happier.

Uma pequena introdução

Pois é, aqui estou eu a escrever o primeiro post neste blog. E digo neste blog porque ao longo de uns cerca de 7/8 anos, tenho vindo a tentar manter um blog minimamente consistente, mas o que é que acontece? Acabo sempre por desistir a meio. Aliás, nem a meio, é mesmo a um terço ou um quarto (peço desculpa se as medidas estiverem erradas, não sou lá muito boa com números). E parece que estou nervosa porque quero fazer disto alguma coisa de jeito - seja lá o que isso signifique. Não quero ter um espaço destes só porque sim, quero porque sempre me fez sentido. Porque gosto de escrever, gosto de partilhar aquilo que quero partilhar. Mas tenho de admitir que acabo por perder a vontade rapidamente... Será porque não quero assim tanto? Ainda estou a tentar perceber isso...
Já sei que com todas estas coisas dos "nichos" e afins, deveria ter um sítio dedicado só a uma coisa específica, não é verdade? Mas não consigo. Nem sei se peça desculpa por isso, porque na verdade é algo que faz parte de mim. Gosto de várias coisas e acho que tenho coisas para dizer (por vezes sinto-me idiota a dizer isto, porque vá lá, quem é que não tem?), mas não apenas de algo concreto. E, por isso, este lugar vai ser de partilha de coisas que para mim fazem sentido, coisas que quero dizer, que me apetece pôr cá para fora, e algumas que se calhar já estão guardadas há muito tempo (será que posso? Às vezes tambem não sei até onde poderei ir. Porque verdade seja dita, às vezes também quero dizer tanta coisa que me baralho). Quero partilhar a minha escrita, também o meu olhar através da lente da câmara fotográfica, sítios que me inspiram, pessoas que me inspiram, coisas desse género.
Será que é desta que a jornada vai longe? Espero que queiram estar desse lado e ver o que vem aí.

Obrigada a quem dispendeu um pouco do seu tempo para me ouvir.


Até já :) 

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